domingo, 21 de novembro de 2010

Caminhos.

  
Decisões são como grandes caminhos.
Caminhos que você não pode se arrepender.
Caminhos que você não sabe o que pode acontecer.
Caminhos que você pode sofrer agora ou depois.
Caminhos que podem te fazer sorrir.
Caminhos que podem te fazer chorar.
Caminhos que mudam todo um dia.
Caminhos que mudam toda uma vida.
Caminhos em que você não encontrará mais caminhos.
Caminhos que serão cheios de pegadinhas.
Caminhos lindos, iluminados.
Caminhos escuros, perigosos.
Caminhos que mudam a sua vida.
Caminhos que mudam a vida do outro.
Caminhos que você não pode escolher sozinha.
Caminhos em que você não se suporta mais ver dividida.
Caminhos difíceis, onde você não para de olhar pra trás.
Caminhos que te deixam tristes e que você não quer viver mais.
Mas são caminhos que te ensinam coisas preciosas.
Ou que te tiram coisas preciosas.
Caminhos que você arrisca algo pra entrar.
Caminhos que você arrisca algo pra sair.
Mas mesmo assim, são os caminhos.
Aqueles caminhos que formam a sua vida.
E aqueles caminhos que nunca vão sair de sua história.

Beatriz Hirata

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Todo dia você aprende alguma coisa.


Você aprende a ter mais paciência. Aprende a explodir menos; E se explodir, aprende a ser com menos intensidade. Aprende mais coisas de uma pessoa, sejam elas boas ou ruins. Aprende que às vezes não temos mais 5 minutinhos na cama. Aprende uma palavra nova. Aprende a fazer algo novo. Aprende a tomar mais cuidado. Aprende a atacar no perigo e na hora certa. Aprende a ser mais carinhosa. Aprende que se é preciso ler um texto várias vezes, para retirar o máximo de informações dele. Aprende a assistir as aulas de uma forma diferente. Aprende a lidar com os seus defeitos e fazer as suas qualidades brilharem. Aprende a dar OI para aquela pessoa que você nunca falou, apenas para puxar assunto. Aprende a ajudar alguém. Aprende que não se deve olhar o mundo da mesma forma que o mundo olha você, que não se deve julgar as pessoas, pelo fato de elas te julgarem. Aprende a olhar pro mundo e se ver mais do que vê. Aprende que sentimentos não podem ser descritos com palavras. Aprende que se deve viver o dia por ele mesmo e que se deve viver à longa distância. Aprende que sonhos se realizam se você acreditar e que ninguém tira eles de você. Aprende que as coisas que você quer que saiam do seu jeito devem ser feitas por você mesmo. Aprende que se deve acreditar nos amigos e não nos boatos que rolam sobre eles. Aprende que boatos não devem ser feitos, muito menos repassados. Aprende que não se deve se meter nos problemas dos outros ou eles sobram para você. Mas acima de tudo, você aprende que não pode se cansar de aprender.
Beatriz Hirata

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Você, seu/nosso/meu espaço. (:


 Um dia você bateu na minha porta e eu deixei você entrar. Mas o espaço era apertado, não era? Com o tempo, você foi conseguindo expulsar os outros e fazer com que você tivesse um espação.
  De repente, PUF, você não estava mais presente, mas estava lá dentro. Com um tempinho, os outros que você tinha expulsado voltaram e/ou derem espaço para pessoas novas entrarem. Mas o espaço não era o mesmo sem você. E eu sentia a sua falta lá dentro.
  Então eu mesma expulsei os que não faziam falta e os que eu não queria que entrassem, fechei o espaço e coloquei uma plaquinha "esperando que volte".
  E eu esperei e espero. Mas agora você só vem me fazer visitas, não mora mais aqui. E nem me avisa se você as vezes recebe as minhas visitas ou se eu moro lá em você.
  Mas eu continuo esperando você. E vou esperar. Até o dia em que você retirar a sua plaquinha e passar o seu espaço para outro. Ou até o dia que, cansada de esperar, eu retire a plaquinha e não atenda quando você bater. Mas eu quero que você volte.
Eu amo você. <3

Beatriz Hirata

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

-

Às vezes pensamos que devemos que lutar pela liberdade...
Quando na verdade apenas temos que abrir mão de algumas coisas para obtê-la.
Coisas que temos e sabemos que podemos viver sem.
Coisas que não temos mas não precisamos.
Mas no fim, só precisamos de uma coisa.
A deliciosa sensação de liberdade.

Bee H.

sábado, 25 de setembro de 2010

Beatriz Hirata (eu) disse:


"E eu sigo em frente. Quando você olhar pra trás, arrependido de ter me perdido, mal saberá que eu estarei lá na frente, sem me arrepender de ter te esquecido."

Aula de Vida



Nunca imaginei que eu encontraria sobreviventes da bomba de Hiroshima, mas encontrei. Também nunca imaginei o quão grande seria a dor que eles carregam, mas agora eu sei. E também nunca pensei o quanto isso me feriria, mas me feriu. Não achava que isso mudaria a minha percepção da vida, mas mudou.
Tocou-me de uma forma particular e dolorosa que mexeu com a minha cabeça por uns bons dias. Por algum tempo, eu só conseguia pensar na destruição e na forma que o ser humano se julgava capaz-e muitas vezes no direito- de destruir a vida de outras pessoas. Depois de um tempo, eu percebi que estava pensando de uma forma meio incorreta. Como é que depois de tudo que eu ouvi dessas duas pessoas, eu ainda conseguia pensar que eram milhares de vidas? Como eu conseguia pensar em uma massa de pessoas e não nelas individualmente.
E eu parei e pensei. Eu não podia pensar nas vítimas como uma massa de pessoas, porque elas não eram isso. Era um grupo de pessoas individuais, com sentimentos, com personalidades, com um futuro destruído. Pessoas que tiveram suas vidas alteradas, que perderam pessoas queridas, que lutam contra doenças e que foram carbonizadas.
As dores deles não são apenas físicas. Eles não lutam com apenas com doenças, com marcas no corpo. Eles lutam com os gritos que ficaram gravados na mente, com as cenas que jamais serão esquecidas e com as feridas que não se fecham no coração. Não me dói isso da mesma maneira que dói neles. Mas mesmo assim dói. Dói saber que alguém teve sangue frio para fazer algo que destruiu a vida da de tantas pessoas de uma só vez.
Ouvir da boca daqueles sobreviventes o que se passou no dia da explosão da bomba de Hiroshima, foi uma oportunidade única. Foi lindo e foi assustador. Foi lindo ver a energia positiva que aquelas pessoas tem apesar de tudo! O positivismo e a forma que me fizeram ver que, mesmo o maior problema, deve ser tratado com uma boa dose de bom humor, porque é só ele que faz com que a vida valha a pena. Me fez ver que o sentimento de vingança só gera mais vingança e violência e que devemos sempre buscar a paz.
Acabei aprendendo um monte de coisas sobre a vida. Uma delas é que a gente deve sempre viver com bom humor, porque ele é a coisa que nos estimula a continuar tentando consertar as coisas quando elas estão uma bagunça. Aprendi que não podemos aprender coisas sobre a vida somente enfiando as caras nos livros. Mas principalmente, eu aprendi que sempre devemos buscar pela paz. Porque é ela que vai nos salvar dos males do mundo.
Beatriz Hirata

domingo, 19 de setembro de 2010

Remar, re-amar, amar.



Já não sei dizer se ainda sei sentir. O meu coração já não me pertence, já não quer mais me obedecer!Parece agora estar tão cansado quanto eu. Até pensei que era mais por não saber que ainda sou capaz de acreditar. Me sinto tão só e dizem que a solidão até que me cai bem. Às vezes faço planos, às vezes quero ir para algum país distante e voltar a ser feliz! Já não sei dizer o que aconteceu se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu. Se meu desejo então já se realizou o que fazer depois, pra onde é que eu vou?
Eu vi você voltar pra mim; Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica, o que for. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças!Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.


Caio Fernando Loureiro de Abreu

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Uma única palavra: "Adeus"


Lábios sorridentes
Um pedido convencente
Um beijo dado
Um belo par de aliança trocado

Era um sonho realizado
Ou apenas mais um amado?
Era o paraíso
Ou só mais um sorriso?

Duvidas à parte
Olhos confiantes
Abraços não hesitantes
A felicidade à la carte

Erros frequentes
De pessoas carentes
Do carinho à dependência
Mas só depois bate a consciência

Verdades reveladas
Atitudes não aprovadas
Lágrimas caídas
Felicidade corrompida

A última olhada nos olhos
A última palavra, "Adeus"
Sem o último beijo
Sem um único abraço

Olhos fechados
Lábios entre-abertos
A boca anciando o último beijo
O corpo anciando o último abraço

E o coração em pedaços
A boca calada, muda
O corpo em forte colapso
E uma mente sem explicações

Então se entre olharam
Se aproximaram e sorriram
Viram que o pior aconteceu
Mas que a melhor decisão permaneceu

Beatriz Hirata

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Moon.

  Acordei como vento batento levemente no meu rosto. Não havia visto que a porta da sacada havia ficado aberta e que as cortinas, que eram feitas de um tecido fino e brilhante como organza, estavam voando livremente. Não tinha percebido como a lua estava grande, bonita e brilhante e, de uma certa forma, fazia com que a noite parecesse menos sombria e mais bonita.
  Me enrolei no lençol e o deixei dormindo descoberto na cama. Estava dormindo tranquilamente, com certeza não acordaria tão cedo, muito menos tão fácil. O lençol era espesso o suficiente para eu não sentir frio por causa do vento gelado da noite, mas fino o suficiente para eu poder sentir o vento passando por volta do meu corpo.
   Me aproximei um pouco mais da sacada...  já podia sentir o vento batendo delicadamente contra os meus lábios, fechei os olhos e não percebi quando eu entreabri os meus lábios. O vento batia de uma maneira tão prazerosa. Conseguia sentir ele fazer gelar os meus lábios, a ponta do meu nariz. Podia sentir os meus cílios se balançando levemente como se estivessem dançando com o ar. Meus cabelos voaram... junto com isso veio a gostosa sensação de liberdade. A sensação de aquele era o meu momento.
  Juntando tudo isso com a Lua, me fez pensar que aquele era o meu momento, o meu lugar. Não havia outro lugar melhor para estar, muito menos uma posição melhor. Eu não conseguiria olhar a Lua dessa forma se eu estivesse deitada na cama ao lado dele. Não que ele me impedisse de ver a Lua, mas eu não me sentiria bem se ele estivesse ali comigo, do meu lado. A Lua é como o meu ponto de paz... Quando eu olho pra ela, é como se todos os meus problemas acabassem e o mundo parasse por apenas um segundo.
  Nesse um segundo é como se tudo o que eu queria ser em sonho fosse verdade. As vezes eu queria ser um passaro pra poder voar ou simplesmente uma pena para flutuar no vento por muito tempo. Queria ser menor, para ver a Lua como uma coisa mais grandiosa ainda. Mas ao mesmo tempo, que queria ser gigante pra conseguir segurar toda aquela beleza com as minhas mãos.
  - Isso é um sonho?
  Ouvia a voz bem fraca, como quando ele acaba de acordar. Quando olhei para trás, percebi que ele estava deitado me olhando. De repente se levantou e veio caminhando lentamente e preguiçosamente, como se o tempo passasse devagar. Me abraçou por trás e segurou o lençol junto. Me deu um beijo discreto na curva do pescoço.
  - Não é um sonho. Mas mesmo assim, boa noite.

Beatriz Hirata

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Estou tão cheia e tão vazia

Estou tão cheia de sentimentos, mas admito que não tenho nenhuma palavra pra descreve-los. É como se eu estivesse com medo, mas sem a angustia que eu geralmente sinto. É como se eu estivesse feliz, mas sem a sensação de voar. É como se eu tivesse envergonhada, mas sem saber o porque. É como se eu estivesse apaixonada, mas sem saber por quem. É como se o mundo parasse, mas continuasse rodando. É como se eu caisse e ficasse no mesmo lugar. É como se eu estivesse no mesmo lugar e continuasse andando. É como andar sem rumo, mas saber que se quer chegar a algum lugar. É como o seu coração bater sem sangue pra bombear. É como sangrar sem parar, mas não sair sangue algum. É como sofrer por algo, sem ao menos saber o que. É como saber de mais sobre os outros e nada sobre si mesmo. É como se estar angustiado e ainda se sentir bem. É como se sentir livre e preso. É como querer falar e não ter palavras. É como sentir seu coração bater e pedir algo, mas não conseguir ouvir o que ele quer falar. É como chorar sem lágrimas. É como ser apenas mais um e se sentir importante. É como viver e não viver. É ser um morto-vivo.
Beatriz Hirata

sábado, 21 de agosto de 2010

Adeus.

  Vocês está muito errado se acha que me convence com esse seu draminha tosco. Pelo menos, não me convence mais, não mais. Chega a ser ridículo pensar na época que eu acreditava nisso. Quando achava que você realmente estava ofendido.
  Mas agora não. Eu sei que você fez isso pra ver se a Bee está atrás de você e nem disfarça mais. Só que agora, não vale mais a pena, não mais. Na verdade, há muito não tem vale mais a pena e eu continuava ali, correndo atrás de uma coisa que você deveria correr.
  E quer saber? Eu não acredito mais no "eu sinto falta do nosso namoro", uma vez que não me faz mais falta. Confesso que na hora eu tinha ficado superfeliz e que eu estava largando tudo para ter você de novo. Mas depois, quando parei para pensar, eu vi que não era aquilo que eu queria. A verdade é que eu não te quero mais. No máximo, posso tê-lo como meu amigo. E me cansei da sua gayzisse e do jeito que você sempre sabe que eu vou correr atrás de você.
  Quantas vezes eu não troquei horas de sono para te pedir desculpas de uma coisa que você fez e nem percebeu? Quantas vezes eu não achei que eu    precisava     da sua amizade para viver e tenho me dado bem sem ela? É eu sinto falta da nossa amizade gostosa ou do nosso casamento, como costumávamos falar. Mas me sinto tão aliviada sem ela. Sem o peso da culpa ou da idiotice. Me sinto um pouco mais leve.
  Minha Fada, o único que tem que correr atrás de algo aqui é você. Eu já provei quinhentas mil vezes que eu valorizo a sua amizade, que tal você fazer isso agora? Porque qualquer um fala que me adora, que me ama como se eu fosse da família, mas poucos são os que sentem o que falam.
  Agora eu sei o que você realmente é. Alguém que consegue me substituir com a maior facilidade, como se substitui moedas de dez centavos. Espero que você seja feliz com a próxima "cópia" que você arrumar de mim e que você saiba, que grande parte do que eu sempre desprezei foi o que você acabou de me provar agora. Então se você quiser chorar no meu colo por causa disso, chore. Mas não espere que lágrimas pinguem de meus olhos por isso. Porque nada mais me dói do que saber que a pessoa que eu chamava de melhor amigo, vira as costas e me substitui com outra pessoa.

Seja feliz, fica com Deus, se der saudade me liga, Adeus 
Beatriz Hirata  

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Isso é da boca pra fora ou do coração pra dentro?

  Já perceberam que as vezes a gente acha que sente algo e acaba se acostumando tanto com isso que acaba "sentindo"? Eu sei que é confuso, mas acho que é a melhor maneira de se explicar. De certa forma, você se engana de tanto acreditar em algo. Não acontece com as coisas em geral, mas quando nós falamos em sentimentos, tudo pode acontecer. Nunca se sabe.
  Ninguém aqui vai te julgar, mas pense: Quantas vezes você não jurou que dele esqueceu e dois dias depois estava chorando pelo dito cujo de novo? Até eu já fiz isso. Mas acredite, isso normalmente acontece com as melhores pessoas ou com as que mais tem problemas pra detectar os próprios sentimentos. Você acaba se deicando levar por uma emoção momentânea, acreditando que ela é duradoura, que ela é forte. E mesmo que não seja, você não consegue ver isso direito.
  Mas isso realmente acontece normalmente. Mais do que o normal, se me permitem dizer. As pessoas às vezes confundem o conceito que elas tem sobre algo com os própiros sentimentos. É o que eu chamo de "bca pra fora não intencionado". Ou seja, a pessoa diz que sente apenas o que ela acha que sente. Querem um exemplo tosco? Uma pessoa que acha está com fome, mas está somente com vontade de comer algo(para mim isso tem diferença /Gorda).
  Então, tenha paciência comn as pessoas que falam "boca pra fora não intencionado". Tente explicar a diferenca e nunca diga "Que burra, fala o que não sente", porque as pessoas são naturalmente indecisas e você também é às vezes.
  Paciência com elas e com os sentimentos delas. A boca e o coração delas agradecem.
Beatriz Hirata

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

São as escolhas da sua vida que fazem de você o que você é hoje

 Alguém já pensou que quando a gente nasce, a gente é um bebêzinho inocente? O que eu quero dizer é que, quando a gente nasce, nossa mente ainda tá meio em branco. Pra deixar ela bem colorida, a gente tem que ir crescendo e aprendendo as coisas e, principalmente, ir fazendo escolhas. Sejam elas boas ou ruins, a gente tem que tomá-las.
  Mas as vezes, a gente escolhe fazer algo quedá errado depois... E acabamos culpando alguém que não tem nada haver, que muitas vezes apenas te disse o que pensava sobre o assunto, mesmo que você mesmo tenha pedido aquilo. E se você fez exatamente aquilo o que a pessoa disse, a culpa não é dela. É sua, porque você optou por ouvir tudo o que aquela pessoa diria.
  E quando as coisas se dão bem, foi porque a escolha que você fez foi a melhor, tenha sido ela com ou sem influência, com ou sem ajuda. Você realmente deve ter parado e pensado no que fazer, ou talvez agido através do coração, mas seja o que for, deu certo.
  O que eu quero dizer é que não podemos deixar que outras pessoas tomem decisão pela gente, só porque temos medo de dizer o que sentimos. Mas também temos que entender, que as vezes as pessoas mais velhas tem mais entendimento e que devemos ouvi-las e refletir sobre o que elas falam e não tomar tudo como verdade absoluta.
  Não se esqueça que você tem uma voz. Que pode dizer muito bem o que pensa e pode pensar sobre as suas escolhas. Mas quando as consequências acontecerem, não bote a culpa ou a glória em ninguém. Porque afinal a vida é sua e as escolhas também.

Como vai a sua voz hoje?

Beatriz Hirata

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Do you feel lost or incomplete?

  Porque as vezes, você simplesmente se encontra sozinho, num buraco escuro. Você acha que ninguém sabe que você está lá, porque pensa que ninguém observa você. Se sente tão desinteressante e cinza que acha que não tem como alguém ter paciência para entender os seus pequenos gritos de socorro ou os seus momentos sensíveis, nos quais você precisa de alguém que fique do seu lado.
  E por achar que você não é interessante e importante, você acaba se afastando, se fechando e trata mal quem tenta se aproximar. Você quer ficar sozinho e ao mesmo tempo, quer que alguém te abrace. Você quer muito ue alguém resista a tudo on que você fizer para se afastar de tudo e todos. Esse afastamento é uma coisa bem estranha, mas age um pouco como uma proteção pra você. Você provavelmente não quer ouvir "Você não pode ter isso" e não quer saber da realidade, porque ela não é do jeito que você queria.
  Mas é ai que você erra, a cura está nas pessoas. No jeito que cada uma delas te diverte e como elas te confortam, mesmo que inconscientemente, da falta que você sente. Vê que as vezes, o que você precisa é de um abraço e de um bom desabafo ou de uma boa saída pra se divertir. Então sempre que achar que as pessoas estão erradas e você certo, pare e pense, se todo mundo fala a mesma coisa será que eu não posso ao menos refletir sobre?
  Por mais doloroso que seja o momento e a ideia, é o que vai te fazer sentir completo. E o melhor, você não se sentirá perdido. E se sentir, são aqueles momentos que a gente chama de "recaída". Então, sempre tente melhorar, não se acomode nos problemas. Porque uma hora você pode olhar pra trás e ver que perdeu tempo de mais com coisas inúteis.
Do you feel lost or incomplete?

Beatriz Hirata

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Palavras são tão pouco pra me descrever.

  Eu não sou formada de palavras, nunca fui. Não sou de falar e não fazer, de dizer que não disse mesmo que tenha digo. A nossa essência não está exatamente nas palavras que a gente usa. Porque palavras são palavras e podem ser levadas pelo vento, da mesma forma que variam de uma língua pra outra. Elas mudam, elas tem vários significados, vários sentidos e as pessoas sempre mudam elas, para colocarem a própria versão na coisa.
  Por isso, eu sempre falo, são atitudes que me formam, que fazem o meu coração bater. Palavras muito raramente são atitudes, as pessoas conseguem mentir atrávés delas com facilidade, da mesma forma que dizem coisas da boca pra fora. Porque as pessoas se preocupam em te agradar com palavras lindas e esquecem das atitudes que marcam. Vai me dizer que você já esqueceu um abraço apertado que ganhou ou que lembra de todas as palavras que já te falaram? Afinal, são tantas as palavras que a gente ouve, que nós captamos apenas a essência do que elas querem falar e acabamos apagando-as.
  Quer ver como você não é feito de palavras? Abra o seu orkut/twitter/whatever e tente escrever você na parte "Sobre mim". Bom, eu pelo menos nunca consegui. Acabo sempre colocando umas palavrinhas tipo "sou feliz e besta" e na verdade, eu não sou só isso. Sou muito mais do que qualquer palavra pode dizer. Se eu pudesse colocar atitudes lá, talvez seria possível me descrever ali. Mas mesmo assim, acho difícil. Sou uma pessoa, não posso ser descrita. Sou melhor do que as garotas que leem capricho da minha sala.
  No fim de tudo, atitudes existem sem palavras e palavras sem atitudes. Mas as vezes elas podem co-existir, mas é bem raramente. Então, quando você conhecer alguém, não deixe-a de lado por coisas simples, como palavras. Porque você não sabe o que acontece a ela pra ela dize-las. Mas não deixe de observar as atitudes dela, porque elas são praticamente reflexos do que a pessoa é.
Beatriz Hirata

sábado, 31 de julho de 2010

Changes. (:


Confesso que no começo do ano eu era uma pessoa, APENAS uma menininha. Não me referindo pelo sexo, é claro, mas é porque era isso o que eu era. Uma criança que achava que podia brincar de gente grande. Naquela época eu nem pensava em mudar, achava que estava tudo bem eu continuar daquele jeito e eu ainda falava "ah, as pessoas são tão imaturas" mas na verdade eu era também. G_G
Então eu fui forçada a mudar. A situação que eu me encontrava me pediu uma mudança, e eu sabia que eu não aguentaria muito tempo se eu não mudasse. E eu não aguentei. Na verdade, eu nem tinha tentado, afinal, achava que eu não tinha motivo e que os meus problemas era maiores que o de tudo mundo. Eu achava que ninguém me entendia, que ninguém me ouvia e que falavam qualquer bobagem pra me deixar "melhor".
Com o tempo, eu vi que eu realmente tinha que mudar. Que eu nunca tinha lutado pra tudo realmente melhorar. Vi que não importava a força que os outros faziam pra me puxar do chão se eu continuasse a fazer força pra continuar caída. Afinal, a única pessoa que podia me salvar era eu mesma! :O Junto com toda a força que eu tinha dentro de mim para ajudar os outros e com a minha determinação, eu me levantei.
Por alguns momentos me importei-e ainda me importo- mais com o meu bem-estar do que com o dos outros. Porque afinal, do que adianta eu tentar animar um amigo se eu nem consigo me animar? Aprendi a ser um pouco mais egoísta nas horas necessárias e aprendi que eu não posso ajudar ninguém que não queira ser ajudado.
Então, ai vai um conselho: Não peça ajuda se não quiser ser ajudado. Se você não quiser se levantar, não venha pedir para que eu te ajude. Suportarei você me falando as suas coisas tristes e te direi algo - até o momento que eu tenha algo a dizer. E não se esqueça que algumas mudanças tem que ser feitas por você, só você. Na verdade, não só algumas mas todas elas. E não tenha medo das changes.
Beatriz Hirata

Memória, perspectiva e esperança.


Todo ser humano tem memórias, sejam elas felizes ou tristes. Mas mesmo assim, todo mundo tem. Infelizmente, com o passar do tempo a gente esquece alguns pequenos detalhes. Consequência da nossa simples memória humana, que vai "deletando" coisas para "liberar espaço". Soou bem como um computador, mas graças a Deus não somos um.
  Talvez muita gente discorde (ou não) mas quando a gente guarda uma lembrança de algo, a gente acaba guardando o que a gente sentiu na hora. Pode ser que meses depois você ria daquilo ou até mesmo do jeito que você reagiu, mas mesmo assim, você ainda sabe como você se sentiu na hora que a coisa aconteceu. E eu não estou falando só de tristeza, com coisas felizes é a mesma coisa. Vai me dizer que nunca sorriu ao pensar no jeito que alguém te pediu em namoro e nunca ficou sentida quando alguém conversa sobre algo triste?
"How can you forget someone,
who gave you so much to remember?"
  Uma simples memória nos faz formar uma perspectiva, mesmo que ela seja considerada insignificante ou que ela seja inconsciente. Uma memória feliz, por exemplo, te cria a perspectiva de que você terá algo tão feliz quando aquele momento foi para você. Já uma memória triste te cria uma perspectiva de melhora. Então, pode se dizer, que as vezes o que a gente chama de sonho, na verdade é só uma perspectiva. Quem nunca "sonhou" que um ficante de tempos iria te pedir em namoro? Na verdade não era um sonho e sim uma perspectiva e no caso, era uma de vocês assumirem um relacionamento mais sério.
  Perspectivas existem sem esperanças. Algo que é muito provável, não precisa ter esperança, precisa? Mas a esperança não existe sem a perspectiva. Pra que ter esperança se não tem nada pra esperar? Na maioria das vezes, esperança machuca, dói. Mas as vezes é a única coisa que nos resta e eu acho que é uma das únicas coisas que a gente sente verdadeiramente. Você não consegue forçar a si mesmo a ter esperança de algo se você realmente não tem. Essa esperança falsa é um "tanto faz" e que muitas vezes "trai" as pessoas, quando a mesma é mostrada.
  Esperança mesmo, é quando você acredita no fundo do seu coração que algo pode acontecer. Mesmo que todos digam que não, mesmo que você nem sinta ela. E quando você diz que não tem mais esperanças, é apenas uma coisa consciente. O seu subconsciente continua tendo elas e a ele não se pode enganar. Mas ao mesmo isso pode causar dor e decepção. Porque as vezes você espera pelo impossível acontecer e ele não acontece e se acontecer, não é algo completo. É como se somente metade do fato estivesse acontecendo.
  Pelo seu próprio bem, conserve as lembranças que te fizeram ser quem você é hoje, até as tristes. Você pode achar que não, mas você aprendeu algo que elas que perceberá somente no futuro. Crie sempre perspectivas, desde que elas tenham fundamento. E se você cria-las e ver que elas não tem fundamento somente depois, apague-as. E sempre que você pensar nelas, sua mente acabará te dizendo "não tem fundamento!". E tome cuidado com a esperança. Porque ela pode fazer muito bem e mal também.
Beatriz Hirata 

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quando uma porta se fecha, outra se abre.

Porque nunca se é possível ter tudo. As vezes, pra você ganhar algo novo, você precisa deixar alguma coisa ir embora. Como se fosse um troca. Nem sempre é uma troca fácil, indolor. Nem sempre a porta que se fecha não pode se abrir novamente e nem sempre a porta que se abre, permanecerá aberta.
Só que quando eu falo em portas soa muito como oportunidades, mas nem sempre é assim. As vezes, a porta pode ser um momento. Uma porta que se abre e fecha, sem que você tenha que perder algo pra ela se abrir e sem a certeza de que ganhará algo quando ela se fechar. Como uma janela, que mostra apenas um momento; que mostra apenas a luz do dia enquanto ela brilha lá fora.
Sei que as vezes as portas e as janelas mexem com a gente. As vezes elas nos magoam, as vezes no chateiam ou até, nos deixam com saudades das portas que foram fechadas de forma dolorosa. Mas por um momento, pare de olhar pro corredor, seja pra frente ou pra trás. Você não conseguirá ir pro futuro, vivendo o passado ou  atordoado com o que está vivendo.
Apenas por um momento, desligue a sua cabeça e feche os olhos. Pense nos seus sentimentos. Ou melhor, não pense. Apenas sinta o que você está sentindo. E se lágrimas escorrerem pelo seu rosto, não se repreenda. Se uma risada sair dos seus lábios, não se pergunte o porque. Por um simples momento, se desligue do mundo. Esqueça da opinião das pessoas. Por um momento deixe as emoções te guiarem. E eu sei, que depois de você dar um tempo para a sua cabeça e agir só com o seu coração, você se sentirá bem. Ou deixará de ser tão racional.
Beatriz Hirata

domingo, 25 de julho de 2010

Unha feita e relacionamento: Uma sutil comparação.


Existem milhares de cores e texturas de esmaltes por aí. Alguns que brilham muito e outros que quase passam despercebidos aos olhares alheios. Nós mulheres somos indecisas e por instinto, acabamos vendo nisso a maior dificuldade do mundo. Escolher. E quase sempre, a cor que mais queremos é aquela que não podemos ter. As cores chamativas, dificilmente sairão de moda. Isso porque, nós gostamos de mostrar o que temos e podemos. O que é um erro, já que quando isso acontece, todo mundo acaba querendo usar o mesmo esmalte. Algumas vezes, o que realmente precisamos é deixar nossa unha longe dos esmaltes. É fundamental que ela respire entre uma cor e outra. Parece idiota, mas unhas precisam de tempo para permanecem firme e fortes. Nós nos preocupamos tanto com o que vão pensar e com o que vão dizer, que acabamos pintando a unha de acordo com a vontade dos outros. E eu digo e repito, unha bonita não é aquela que todo mundo olha, essas quase  sempre, se olhadas de perto, são imperfeitas. Na maioria das vezes, nós  só nos lembramos que estamos com as unhas pintadas, quando elas ainda estão frescas. Uma hora a unha seca e perde a graça, você deixa de se preocupar se vai borrar ou não, você simplesmente tem esmalte nas unhas. Algumas pessoas são extremamente ansiosas. E acabam descontando em quem não merece. A prova estava díficil, mas o esmalte estava ali, na sua unha, te deixando linda e inteira. Você o tirou, você o deixou pela metade. A verdade, é que os esmaltes são quase todos iguais, o que muda é a maneira com que você os usa. Criatividade e bom humor, são necessários para que algumas unhas durem para sempre, ou até aquela festa acabar. Arrisque!
Como está o seu esmalte hoje?
Bruna Vieira - @depoisdosquinze e DepoisDosQuinze

Saudade demais.


Domingo à noite. Os últimos pingos de chuva caindo na janela. Um sentimento em comum: saudade. Daquilo que vem, daquilo que vai. Daquilo que vem do que vai. Estamos fadados a isso e, ainda assim, sorrindo. A saudade dói, mas se pararmos para pensar, anestesia. Porque senti-la nos obriga a buscar as lembranças de pessoas que nos fizeram felizes. E por mais que fira, cura. O sentimento mais presente nas poesias e canções. É obrigatória no amor. Tentamos matá-la, mesmo que temporariamente, longe ou perto de quem sentimos saudade. Relemos cartas, revemos fotos, reviramos a memória. Fechamos os olhos e ao mesmo tempo abrimos um sorriso sem mostrar os dentes, o que condena estarmos sentindo a desesperada necessidade de puxar aquela pessoa do nosso pensamento para junto de nós. Além de tudo isso, é um sentimento completamente próprio da língua portuguesa. Os ingleses sentem falta. Nós sentimos saudade. E existe uma grande diferença (mesmo que paradoxalmente possa ser uma linha tênue, em determinados casos) entre “I miss you” e “eu sinto saudade”. Saudade é medo, amor, distância, ontem, a música que você ouviu hoje, o beijo que você não deu, o amor que você recusou, o momento que você desperdiçou, a mão que você pegou, a ajuda que deu, o jardim que regou, o texto que você acabou de ler, a pessoa de quem você acabou de lembrar, a cama desarrumada em um domingo chuvoso à noite. Tipo agora.
Bruna Vieira - @depoisdosquinze e DepoisDosQuinze.

PS: Postado para uma pessoa especial. (:

A primeira vez.

Você sempre me disse que sua maior mágoa, era eu nunca ter escrito um texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa.  Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado.  Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu também, o porque de eu dormir chorando, porque era impossível abraçar sequer alguém, o que dirá o mundo.  Outro dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu larguei meu namorado sentado, e dancei com ele no baile de formatura”. Ele, no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para você, por diversas vezes larguei vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado. Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas “bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a bobinha da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha pintas e eu achava isso super sexy. E eu me achei ridícula na foto, mas senti uma coisa linda por dentro do peito. Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da classe e sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. Você saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo.
Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça.
Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim”.  Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios isso acontecia com você. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso.  Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim.
Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida.  E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você. Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida, e que você é cheio dessas coisas. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você me deixou te olhar, mesmo você não gostando de mim.
E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.
Por: Tati Bernardi ♥

PS: Eu achei esse texto no DepoisDosQuinze.

Confusão.

Muitas metades, muitos constrastes. Muito preto no branco, muita luz no escuro. Muitos posts na parede com lembretes que não quero lembrar. Muita insegurança onde não devia ter. Muita coragem na hora do medo. Muito medo na hora da coragem. Muitas cores nos tons de cinza. Muito cinza nos tons das cores. Muita mudança, muita coisa de ponta cabeça.
Muita gente, pouca conversa. Muita coisa a se falar, pouca coisa a se dizer. Muitos sentimentos, poucas palavras. Pouco sentido, muitos problemas. Amigos cada vez mais próximos, sentimentos cada vez mais longes. Onde havia sensibilidade, agora não tem mais. Muito pé no chão, poucos sonhos. Muito gosto, pouca comida. Muita fome, pouco apetite. Muitas horas dormidas, pouco sono.
Confusão total. Alguém pode me dizer algo que faz sentido?
Beatriz Hirata

PS: Evite comentários. (:

sábado, 24 de julho de 2010

Se é pra ir vai...

... e não volte atrás. Não olhe para trás. Não espere lágrimas em meus olhos. Não espere lamentações nem saudades. Não espere que eu vá implorar pra você voltar, depois de tudo que eu fiz pra tentar fazer você ficar. Não estarei disponível quando você quiser, porque eu não vou mais estar no mesmo lugar para você me achar. Não sentirei culpa por você ter ido. Não vou me sentir incapaz. Não vou sequer me sentir meio viva, meio morta. Não quer dizer que eu vá me sentir bem. Não demorarei a me curar. E você não demorará a me procurar again.
Beatriz Hirata

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Quando uma máscara cai, outra se ergue.

Antes eu usava uma máscara por vergonha de ouvir os comentários dos meus textos. Eu ficava toda envergonhada quando as pessoas diziam que eu escrevia bem ou que o texto era muito lindo. Quando elas comentavam pedaços que emocionaram elas estão... Putz, eu parecia um pimentão, ficava toda vermelha, sem jeito.
Mas com o tempo, eu fui perdendo o medo. O medo de dizer "Fui eu quem escreveu isso, algo contra?". Agora, mas do que nunca, eu adoro quando as pessoas dizem que gostaram dos meus textos, porque me ajuda a melhorar a forma que eu escrevo. Sabe, me acho até meio bobinha por não ter assumido isso antes.
Eu dei férias pra máscara que eu usava no TwinBubble, porque eu tomei coragem de começar a usar o meu próprio rosto. Mas parece que eu conseguir escrever ou o simples fato de eu ser quem eu sou tem levado muitos boatos.
Então, que tal eu usar uma máscara pra poder finalmente ser eu? A gente muda de nome e fica calma e tranquila. ^^ Então meu amor, não perca mais tempo com a minha vida ok?
Porque toda vez que você perder, eu farei uma máscara nova. Um novo baile de máscara, sabe?
Boa sorte com a sua vida.
Beatriz Hirata

domingo, 18 de julho de 2010

Tudo perde o foco.

Tem hora que tudo simplesmente perde o foco. Como se as coisas não fosse suficientemente boas; ou simplesmente não fizessem sentido. Tudo está fora do lugar e nunca está do jeito que você quer.
Não é só porque o presente não é o presente que você quer, que é necessário se viver o passado. O ideal é que a gente olhe para o passado e tente aprender algo com ele, para que os mesmos erros não ocorram no futuro e para que possamos evitar que coisas que nos magoaram aconteçam de novo. E se aquele passado te magoa, guarde-o no mais profundo abismo na sua mente, porque a gente não pode mudar o passado.
O que a gente pode é: Parar de sofrer pelo o que aconteceu. Sim, parece impossível, mas quando se sofre por algo que já passou, se vive o passado e se esquece do presente. O que é que você vai fazer quando olhar pra trás e ver o tempo que perdeu? Aquele tempo que você esqueceu de viver.
Não viva o seu passado, ele nunca mudará e você nunca voltará pra'quele tempo. Você pode acabar tendo uma grande oportunidade no presente e perde-la por não estar vivendo aquilo. E tempo que a gente não vive, é tempo perdido.
Então, sempre viva o seu presente. Viva intensamente os momentos e construa o seu futuro, pouco a pouco. Porque não se pode viver apenas planejando o futuro, porque ele é incerto e você pode acabar não colhendo nada, porque não plantou nada no presente.
Viva a sua vida intensamente. Lembre o passado, viva o presente e planeje o futuro. E nunca se esqueça de ser feliz.
Beatriz Hirata

Quantas vezes...

Quantas vezes a gente simplesmente esquece de olhar as cores? Quantas vezes esquecemos de dar valor ás pessoas que merecem? Quantas vezes desprezamos algo que sentimos falta? Qual é o nosso problema?
Porque as pessoas acham careta as pessoas que simplesmente sentem? Qual é o problema em sentir? Porque é que a sociedade nos submete a tantas coisas? Acho que ninguém percebe que as pessoas riem do que elas mais precisam. Elas fogem do que querem, achando que as coisas tem que correr atrás delas. Elas menosprezam sentimentos, elas esquecem que as pessoas sentem e começam a trata-las como objeto e reclamam quando são tratadas assim.
Alguém já percebeu que as pessoas antigamente as pessoas terminavam o namoro porque se ODIAVAM e hoje terminam porque se AMAM? Muita gente ainda esquece que tem gente que ama com tudo o que pode e sofre o que não merece. Pessoas sentimentais que são tratadas como lixo e que as coisas que elas mais se incomodam, são motivos para serem chamadas de dramáticas.
A gente não tem se posto no lugar do outro pra saber o que o outro sente e tem dado valor as pessoas que não merecem. Os sentimentos das pessoas estão sendo esquecidos, junto com o valor que elas tem. Afinal, hoje em dia o que mais importa é se você tem um carro e um celular legal. Mais fala sério, do que adianta se ter tudo ser mais belo que afrodite se o cérebro é o que importa?
Não entendo o que uma pessoa vê em uma pessoa burra. Ela pode ter o melhor beijo, o abraço mais gostoso, mas quando ela abre a boca, não tem nada que junte aquilo. A pessoa se torna totalmente vazia. O pior é quando você expõe o que você sabe e ainda passa por NERD.
Pessoas se esquecem que as outras também tem coração. Não é só porque alguém pisou em você que você tem que pisar em alguém. O que eu quero dizer é: Não desconte nas pessoas que não merecem.
Por fim, deixo um conselho: Ame mais do que imagina e e tente sofrer menos que pode. Ache alguém bem legal pra amar, não ame trouxas. NUNCA esqueça que todo mundo tem coração; e sentimentos. E se você não quiser que alguém pise em você, não pise em ninguém. E nunca se esqueça de AMAR.
Beatriz Hirata

sábado, 17 de julho de 2010

There is a light here! *-*

Fui jogada em um alçapão escuro no momento que mais me senti desprotegida. Estava com medo da escuridão, magoada e sangrando, e sentia que alguém tinha arrancado um pedaço importante de mim. A pessoa gritava lá em cima e os ruídos vinham até pelas paredes e não tinha como eu tampar os ouvidos para tudo aquilo.
Até que eu ouvi um grande barulho. Todos gritavam a favor de mim, me protegiam, mostravam que a pessoa não podia me jogar no escuro e me fazer sofrer ali dentro. Eles abriram aquela portinha e eu vi a luz. Existe algo melhor do que aquela escuridão ali de dentro e de certa forma, aquela luz me mostrava a felicidade que havia fora daquele lugar. Em dois minutos um grupo de mãos que eu conhecia entraram pela porta, me procurando. Miki, Uruha, Diguinho, Vitico, Ferrari, Hanzi e Leo, estavam todos ali para me tirar dali, pegando a minha mão e me puxando.
O teto estava um pouco longe. Eu pulava pra tentar chegar nas mãos, que eu tanto queria que me puxassem, mas mesmo assim, elas estavam longe de mais. Achei algumas caixas em algum canto e com muita força, inteligência e determinação, eu empurrei cada uma delas. Usei a minha força para empurrá-las, ou o que ainda existia dela. As empilhei e comecei a subir em cima de uma por uma, até que eu senti as mãos me pegando e a luz iluminando os meus olhos.
Tenho forças para terminar de subir e se isso acontece comigo, é porque eu consigo lidar. Todos sabem que quando caímos nos levantamos cada vez mais fortes. Você não conseguirá me empurrar tão facilmente e eu não recuarei para o escuro novamente. Eu conseguirei levantar e lutar com você, farei você tomar coragem para ter essa luta. Não deixarei mais com que eu me sinta usada, já que você só me procura nos seus momentos mais tristes ou que eu seja infeliz, já que sei que eu mereço o contrário disso.
Saiba que um sorriso nunca sairá do meu rosto por sua causa. Tudo isso porque there is a light there.
Beatriz Hirata

Quando eu pensei que não ia me recuperar, já tinha me recuperado.

Não, nem tudo foi um simples pesadelo. É triste, mas não posso deixar de admitir que eu passei MESES me enganando pra ver se eu ficava mais feliz. Me distraia com os meus amigos e mal sabia que o incomodo que eu sentia quando estava longe deles, na verdade, era a minha real tristeza. O jeito como tudo parecia fora de foco e a maneira em que eu me encontrava sem chão sempre me deixavam muito triste, com a sensação de não ter nenhum abraço para correr. E mesmo assim, eu corria pro primeiro par de braços que eu visse, mesmo que estivesse fechado.
Mal eu sabia que cada palavra que a pessoa me dissesse me ajudaria a ficar melhor. Mal eu sabia que quando eu achava que eu tinha perdido o chão, na verdade, eu tinha acabado de encontrá-lo. Admito que no meio de tudo isso, eu encontrei conforto no braço de algumas pessoas que eu nunca imaginei encontrar. Encontrei um chão, um abrigo e tive certeza de que as pessoas não jogariam o meu momento de fraqueza na minha cara. Porque eu vi que eu mesma tinha que admitir que eu tivesse momentos fracos, para eu poder ficar forte novamente e andar.
O engraçado é que eu me sentia mal como se fosse uma rotina. Algo que eu tinha me acostumado a fazer. E o mais estranho é que quanto mais eu falava disso, mas eu via que nada disso fazia sentido. Porque afinal, eu não tenho que sofrer quando não há motivo, quando não há problemas. 
E no meio disso tudo, eu consegui ver que a amizade que era mais importante pra mim, estava indo embora. Estava indo embora porque eu tinha medo de dizer a ela tudo o que eu sentia dentro do meu coração. Toda a tristeza, todas as vezes que eu tinha vontade de chorar e brigar com todo mundo. Eu estava mentindo pra alguém que no meu momento mais frágil, escolheu as palavras para poder me fazer sentir um pouco melhor ou, pelo menos, me acalmar.
Eu estava jogando fora uma amizade por simples falta de incapacidade de admitir que eu estava errada e que eu queria concertar tudo. Foi ai que eu parei e pensei "Tá na hora de dizer tudo o que eu sinto aqui dentro". E na falta de coragem de ligar e dizer ou de pelo menos digitar no msn quando ela estivesse online, eu decidi digitar quando ela estivesse offline, pois ela veria do mesmo jeito e para mim era isso o que importava.
E a reação dela foi melhor do que eu imaginei. Achei que ela fosse me dizer "sai daqui lazarenta!" quando na verdade ela só me disse "eu também errei". E eu chorei, porque eu vi que apesar de tudo, eu teria alguém para correr. E também passei a valorizar esse alguém. Ver que ela realmente me importa e que eu fico toda feliz de falar com ela. E quando ela tá doente? HAHA, eu fico toda preocupada.
Mas o que importa agora, é que somos amigas de novo. E que se ela fizer a mesma coisa que eu fiz com ela, eu vou esperar e acolhe-la quando ela precisar. Afinal, ela sempre terá a mim para correr.
Amiga, eu te amo <3
Beatriz Hirata

sexta-feira, 16 de julho de 2010

E essas pessoas que não tem jeito.


Quando eu pergunto para uma menina, que não tem namorado, o que ela deseja em um homem ela diz: "Ah, eu quero que ele seja bonito". Sabe, não tem nada de errado ela me falar isso, afinal, quem nunca quis um namorado bonito? O problema é que ela não me disse mais nada. Não me disse se ele tem que ser legal, inteligente, animado, carinhoso. Não, ela só me disse bonito.
Acho que eu ainda não entendi muito qual é a graça de buscar beleza e não uma pessoa legal. Parece que as pessoas namoram com uma simples imagem e não com um ser humano que tem sentimentos e vontades. Agora imagine, você acha um cara muito bonito em algum lugar e quando você se aproxima pra conversar com ele, percebe que ele não sabe nada? Que é uma pessoa sem conteúdo.
Na verdade, o que eu quero falar é que as pessoas tem considerado a gente muito pela aparência. Eu sei que a gente observar a aparência da pessoa antes de ir falar com ela é uma coisa natural. Eu estou dizendo que as pessoas tem exagerado um pouco nisso. Tem considerado as pessoas que estão fora do padrão de beleza, inferiores, quando não é isso. Porque muitas vezes, o charme da pessoa é esse.
Porque a verdade é que na sociedade atual, muitas pessoas tem buscado ser autenticas. Tem seguido o que elas mesmas acham certo ou não, tem tentado construir uma personalidade mais forte. Não tem mais ligado pra moda ou pra qualquer coisa que ponha um limite no jeito natural de ser delas. Porque a maioria agora busca a tal "Liberdade de Expressão", que muitas vezes é o motivo para serem descriminadas.
Sabe, quando eu conheço alguém eu vou bem além da casca dela, que chamamos carinhosamente de corpo. Eu tento explorá-la, conhecer a essência do ser dela, sem me preocupar com a aparência dela. Eu não acho que vale a pena uma pessoa ser bonita e ser vazia por dentro. Não acho que o que ela tem por fora é o que importa, porque o que faz a diferença é o que ela é por dentro e o que ela sente dentro dela.
Na verdade, eu já me cansei com essa história de corpo. Não que eu odeie o meu, dãr. Estou dizendo que eu me cansei de ser julgada por uma roupa, por um cabelo ou até, pelo o meu jeito de andar. Porque eu acho que se eu tivesse em um outro corpo isso não faria diferença. Imagine se todos nós fossemos uma geleca, uma coisa sem forma? O que iriamos enxergar?
Não precisamos fazer coisas grandes, para mudar o mundo. Apenas mudar algo dentro da gente. Porque quando a gente muda, a gente acaba mudando o ambiente em que vivemos. Então, apenas tente olhar pra dentro de si mesmo e pensar: "O que eu sou? O que eu tenho dentro de mim?". E seja o que você é e não a imagem que você vê diante do espelho.
Beatriz Hirata

Bem me quer, mal me quer.


Quando ouvimos dicas sobre como transformar a ficada em namoro, a primeira da lista é fingir que não se importa. Teoricamente não devemos nos importar se ele diz que vai ligar no dia seguinte, mas não liga. Não devemos também demonstrar nossa decepção ao notar que ele sempre aparece fofo durante a semana, mas some misteriosamente nos fins de semana. Na verdade a lição é, banque a desinteressada e mesmo que sofra durante meses ao lado do telefone, no fim ele vai ficar com você e vai valer à pena.
Eu digo, não vale.
Não vale por vários motivos, mas vamos usar o mais óbvio. Se ele some aos fins de semana é sinal de que a relação de vocês, que ainda nem é uma relação, não prevê um contrato de exclusividade, logo, ele pode conhecer alguém, apaixonar-se e você só vai descobrir isso ao vê-lo na rua desfilando com sua nova namorada, e então irá se perguntar, por que não eu? Porque ela?
É fácil, ela se colocou em primeiro lugar desde o início. Ela também estava cool com a situação e bancou a desinteressada diante de algumas atitudes, mas quando ela percebeu que estava gostando dele e que estava perdendo tempo demais ao lado do telefone, resolveu dizer:
- Hey você, sei que me disse que não queria compromisso, e até o momento eu também estava gostando da situação, mas as coisas mudaram porque estou gostando de você e quero que fique. Não sou o tipo de pessoa que vai pegar no seu pé, mas também não esperarei mais ao lado do telefone. Neste momento preciso de alguém que fique. Vai ficar?
Se ele tivesse dito que não, ela teria partido feliz, por que embora carregue um coração partido, cedo ou tarde ele estará bem e ela poderá amar novamente.  Ela não atenderia mais suas ligações e não responderia suas chamadas. O que ela teria perdido? Nada.
Você? Ainda estaria esperando ao lado do telefone.
Acredite, a lição mais importante sobre como conquistar pessoas, é conquistar primeiro a si mesmo.
Bruna Vieira - Depois dos Quinze e @depoisdosquinze

sábado, 10 de julho de 2010

Acho que eu me esqueci.

Acho que eu esqueci de como era tudo antes de tudo acontecer. Antes de perder o ar, antes de perder o chão, antes de me perder em mim mesma. Antes mesmo de eu me empolgar com tudo aquilo e acabar me perdendo no meio de tanto sentimento.
Confesso que nesses últimos meses não foram nada fáceis e quando eu digo isso, é porque eles realmente não foram fáceis. Confesso que eu não estava no meio de altos e baixos, mas no meio de alturas normais e grandes abismos. E nos períodos que eu dizia que eu estava feliz da vida e recuperada, na verdade era o período que eu mais mentia pra mim mesma, dizendo que eu estava feliz. E eu digo: aquilo não era voluntário. Eu não fiquei dias pensando em como eu podia ser feliz e olhei no espelho e disse 'Já sei, eu posso mentir pra mim mesma dizendo que eu estou feliz'. Eu fazia tudo isso sem ao menos eu perceber, sem eu abrir os meus olhos para o que eu realmente estava sentindo.
Na verdade, eu mesma tinha fechado os olhos para o que eu mesma sentia e para o que estava se passando. Devia achar que assim tudo se resolveria sem eu ter que fazer nada. Mas como sempre, nada se resolvia. E sempre que eu abria os meus olhos, eu me sentia mal e via que nada tinha passado, que nada tinha sido resolvido.
E depois de tanto abrir e fechar os olhos e, principalmente, me decepcionar, alguém me fez o favor de abrir os meus olhos. De me falar que eu não podia ficar daquele jeito, que eu tinha que lutar. Que a mesma força que eu tinha pra ajudar alguém, eu tinha que ter pra me ajudar, pra me curar. E de uma forma muito carinhosa disse: "Ninguém fará isso por você". E prometeu me ajudar e ficar do meu lado mesmo quando não sabe o que fazer e que acredita em mim, mesmo quando eu mesma não acredito. Me disse que tudo daria certo, mesmo quando eu achei que não daria.
E com simples palavras e um poema, aquela pessoa conseguiu fazer brotar uma força dentro de mim. E sabe, eu não posso dizer que fui eu quem fez isso, porque não foi. Eu sei que é essa pessoa que me segura quando eu estou caindo e quando eu acho que nada vai mudar. É a pessoa que me disse que me levará para um belo jardim, onde a tristeza mora longe-ou nem mora.
E é isso o que me fez acordar me sentindo mais forte e mais feliz. E cada dia mais, eu sei que eu vou melhorar, que eu vou sorrir mais animada ou que eu estarei mais disposta a me curar. Porque agora, mais do que nunca, eu sei que eu sou a única pessoa que pode me mudar e por as minhas ideias no lugar. E a verdade é que: eu cansei de me sentir perdida. Agora eu só quero ver o sol brilhar forte, como lá fora.
Beatriz Hirata.

Um poema.


Você não pode baixar a cabeça
Só porque tropeçou na sua vida!
Não fiquei ai esperando que tudo aconteça
Acorde, se levante querida!

A tristeza sempre ronda o local
A maldade sempre quer nos pegar!
Você não pode dar chance pro amor
E muito menos dar chance pro azar!

Eu sei que gosto não se discute
Mas não deixa qualquer um te levar!
Cuidado, esse mudo esta cheio de abutres
E o beijo dele pode matar!

Por favor, fiquei comigo
Não se deixe levar pela agonia!
Quero ser seu amigo
E fazer parte do seu dia-a-dia!

Eu sei que mal te conheço
Mas a minha amizade eu venho te dar!
Sei que na sua amizade não há preço
Se tiver, estou disposto a pagar!

Sinto você meio triste
Sozinha, na solidão!
Aqui fora o mal sempre existe
Venha comigo, me de sua mão!

Partiremos daqui um segundo
Pois esse lugar me dá arrepio!
Aqui parece que é o fim do mundo
Venha, vamos sair desse frio!

E vou te levar para um belo jardim
Não quero te ver nesse lugar triste e sombrio!
Estarás longe das coisas ruins
Pois eu vi que seu coração se partiu!

Você é simplesmente divina
Você não precisa ficar aqui no relento!
Venha comigo menina
Você não pode jogar sua vida ao vento!

Lá você terá atenção
E com certeza terás meu amor!
Desculpe-me esse minha invasão
Mas só vou embora com você, minha flor!

Ficarei com você toda hora
E nunca estarás no abandono!
Existe um jardim lindo lá fora
Seremos livres, alegres e sem dono!

Aqui está o jardim prometido
Nele o amor reluz todo dia!
Não tem mau humor escondido
E viverás em tom de harmonia!

A tristeza ficou pra fora do muro
Pois alegria floriu deste lado!
Viverás um lindo presente e futuro
E esquecerá do seu triste passado!

Um jardim repleto de flores
E todas aqui eu adoro!
Repare na beleza das cores
E se sinta feliz no meu colo!

Aprenderás que uma derrota
Com certeza alimenta o poder!
Pois é ela que abre a porta
Pra você entrar, lutar e vencer!!

(Autor desconhecido)

--
PS.: Eu recebi esse texto e eu não faço a mínima ideia de quem seja. Por isso o autor desconhecido.


Admito que eu cansei de viver me olhando no espelho e vendo apenas uma imagem do que eu deveria ser. Eu tenho seguido, até então, corretamente as normas que a sociedade impõe mas com isso eu tenho deixado de ser quem eu sou, por simples medo de ficar excluida e tudo e todos.
Eu não vou mais fechar os olhos quanto a isso, eu não quero mais ser a filha perfeita, muito menos a garota perfeita. EU não sou perfeita então não tem cabimento eu ficar fingindo que eu sou. Eu cansei de simplesmente fechar os meus olhos perante as minhas vontades, perante as coisas que eu sinto, para ser a pessoa que todos acham que eu devo ser. Mas e a pessoa que EU acho que EU devo ser, onde é que fica? Não que eu tenha uma grande espectativa sobre mim mesma, mas eu sempre achei que eu seria eu mesma e que as pessoas me apoiariam por isso.
E eu falo tudo isso porque eu to cansada do grande preconceito da sociedade contra as pessoas. Se uma pessoa se veste de um jeito, ela sofre preconceito. Se ela usa o cabelo de um jeito diferente, ela sofre preconceito. Se ela vai contra as regras impostas pela sociedade, ela é excluida. Acho que o tempo que a gente vive hoje, que diz ser tão liberal, devia respeitar cada um de nós como nós somos.
Porque eu aprendi que independente do que eu sou por fora, o que vale mesmo é o que eu sou por dentro. O que que adianta a pessoa ser perfeita por fora e por dentro ser uma droga? O que adianta a pessoa se esforçar pra ser algo que não é, sendo que ela não se sente bem?
Acho que dia após dia, nós nos acostumamos a viver com tantos absurdos e estamos cada vez mais acomodados, quando se trata das coisas que a gente não acredita. Cadê a voz que todo mundo tem? Porque todos decidem se calar quando, na verdade, todos nós precisamos gritar o que sentimos? Mas muitas pessoas continuam acreditando que é muito mais facil a gente fechar os olhos para aquilo que a gente não quer resolver, do que sentar, achar uma solução e lutar para que as coisas sejam resolvidas.
Cansei de pessoas cegas e surdas, mas principalmente, daquelas que tem a mente tão fechada, que nem consegue aceitar a opnião/opção do outro. Cansei de pessoas que não sabem respeitar as outras da mesma forma que são respeitadas. Cansei de me esconder dentro da minha conchinha e sempre fingir que eu sou a garota perfeita.
Eu tenho defeitos, sentimentos e coisas que quero fazer. E agora é hora de me abrir, de falar e de ver tudo o que quero. É, chegou a hora de lutar e ser somente eu mesma.
Beatriz Hirata.