quinta-feira, 7 de junho de 2012

Dreams

Eu to simplesmente cansada de várias coisas que andam acontecendo. Estou cansada do que está acontecendo hoje, estou cansada de pensar no que vai acontecer amanhão ou de pensar no que eu quero ser. No fundo, essa é uma resposta difícil. Na idade que estou (e acredito que em qualquer idade) sempre queremos ser coisas que não podemos ser. Ou que simplesmente temos medo de ser.
  Não que eu queira ser bailarina, mas sempre gostei de dançar. Meu amor por isso só cresceu desde que eu comecei a fazer ballet (eu fiz por um ano e meio e depois parei por causa do meu joelho podrinho).  Mas eu sempre quis dançar algumas coreografias em especial. Pas de deux de Quebra Nozes, Variação de Kitri, Variação de Cupido, Variação de Fada Açúcarada (Plum Fairy), Pas de deux e variação de Harlequinade. E o que eu sempre mais quis: Pas de deuz de Cinderella. Mas essas são coisas que eu nunca fiz e não sei quando ou se ao menos vou chegar a fazer. A verdade  é que eu não desisti disso. É uma pena que o meu joelho esteja ruim, se não eu voltaria amanhã mesmo a fazer as aulas só pra algum dia subir no palco, com um lindo tutu prato, pra poder dançar e encantar todos que estão lá sentados, assistindo a toda apresentação.
  Eu sempre quis ser maquiadora. Acho que desde pequenininha eu sempre gostei dessas coisas que envolvessem a beleza, mesmo que eu não entenda muito sobre o assunto. Sempre gostei. Sempre gostava de ganhar mais um batom do que um brinquedo, haha. :X Ahh, eu amo maquiagem. Sempre quando eu e meus amigos combinamos de sair, eu acabo indo na casa de uma amiga e maquiando ela por puro hobbie. Assim como toda vez que eu vou na casa dela, eu levo uma bolsinha cheia de esmaltes e pinto as unhas dela. Eu sempre gostei disso. Não posso nem mais contar quantas vezes eu entrei no youtube e aprendi alguma maquiagem e fiquei de noite fazendo em mim ou quantas vezes eu aprendi a fazer uma unha fofa e legal e fiz na minha mão, sempre tentando até que saisse bonita. Mas também acho que isso é mais amor do que vocação...
  Desde a oitava série que eu falo sem parar em ser advogada. A verdade é que eu acho legal todas aquelas leis e eu acho legal defender as pessoas de um jeito mais "humano" possível, já que geralmente não envolve violência (sério, violência não resolve nada, folkies!). Eu conheço alguns advogados e pelo o que eles falam, a profissão me interessa, mas não sei se ela combina totalmente comigo...
  Eu já quis ser enfermeira... Não me perguntem porque, eu só quis. Achava legal cuidar das pessoas doentes. Depois comecei a achar nojento e parei com essa ideia.
  Já quis ser médica (sério? e quem nunca quis ser? --'). Eu adorava a ideia e tava até me preparando pra ralar pra poder passar e tals. Mas ai eu percebi que eu não gosto de gente doente. E... Eu não gosto muito de ferimentos e essas coisas. Então... PASSA!
  Veteninária. Já quis ser. Mas não combina comigo... Eu não conseguiria agir de maneira correta com os bichinhos, provavelmente eu ia abraçá-los e chorar pra sempre... T-T
  Ano passado, logo no fimzinho do ano, eu fui fazer uma oficina de Farmácia na Universidade São Judas. E eu AMEI. Gostei muito, mesmo! Amei, amei amei! Mas eu fico pensando: e se eu fizer farmácia e no final eu não arrumar emprego porque a área tem muitos profissionais? Eu sempre fico com medo. Tem muita menina por ai, que só porque gosta de se maquiar e pintar a unha acha que pode fazer farmácia. Mas farmácia é bem mais do que isso... Mas mesmo assim, fico aflita com essa ideia.
  Engenharia de Alimentos acho que foi a pior coisa que eu já tive ideia de fazer. Eu escolhi assim: Engenharia dá dinheiro e eu gosto de cozinhar... Tem coisa melhor do que engenharia de alimentos? Eu ainda não entendi o que me deu naquela hora, mas sei que eu podia estar na facul nesse momento caso eu não fosse estúpida de escolher aquele curso...
  Adoro vestidos. Principalmente de noiva e de debutante. Agora adivinha o que eu já quis ser? Sim! Design de vestido de noiva e debutantes... Infelizmente o meu talento artístico (para poder desenhar as minhas ideias) são limitados, então todos os meus vestidos parecem iguais T-T
  Eu acho que, agora, depois de escrever todo esse texto, eu já tenha uma ideia do que fazer. Obrigada por lerem até o final!

sábado, 2 de junho de 2012

Controle de qualidade

Sempre me senti um pouco deslocada de todo mundo. Só agora comecei a entender o porque.
  Quando tenho um tempo livre, eu sempre faço coisas que gosto. Escrevo, leio, arrumo as minhas coisas e cozinho e, o mais importante, eu sempre tiro um tempo para pensar. Seja antes de dormir, seja deitada no chão enquanto a brisa refrescante entra pela janela do meu quarto, seja arrumando as minhas coisas, sempre tiro um tempo para pensar nas coisas que me incomodam/me incomodavam. E, às vezes, consigo chegar a alguma linha de pensamento que faça com que eu entenda um pouco melhor as coisas que estão a minha volta.
  Esses dias, eu estava pensando sobre os meus amigos e sobre as pessoas que eu tenho em volta e que eu posso contar. Cheguei a conclusão que não são muitos. Na verdade, são bem poucos. É um pouco triste, pois conheço muitas pessoas e gostaria de confiar nelas, de forma que eu pudesse contar com algumas delas quando algo desse errado.
  Confiança. Acho que finalmente cheguei no assunto desejado. A verdade é que eu sepre tive problemas para confiar nas pessoas. Eu sempre fico um pouco desconfiada das pessoas e acabo esperando o pior de cada uma, antes de começar a confiar. E depois quando começo a confiar, eu tento não esperar mais nada daquela pessoa. Não espero ajuda, não espero presentes e não espero "feliz aniversário"/"feliz natal"/"feliz ano novo" e nem nada do tipo. Eu tento não esperar nada da pessoa. Tento não esperar que essa pessoa vá me ligar só para contar novidades, tento não esperar aquelas amizades que vimos em filmes. E, só assim, eu consigo confiar plenamente nessas pessoas.
  Admito que nem sempre esse método dá certo. De algumas pessoas, eu acabo sempre esperando alguma coisa. Um abraço quando me vê, a resposta de uma mensagem, a certeza de ter alguém que limpe as minhas lágrimas. Acabo sempre esperando isso de algumas pessoas.
  Sim, estou sendo contraditória. Mas é só porque eu amo mais essas pessoas do que as outras. Eu amo elas como se fossem da minha família, como se tivessem saído de mim, como se eu fosse morrer se essa pessoa não estivesse ao meu lado. Não literalmente. Já é o suficiente alguém me mandar uma mensagem me perguntando como eu estou, é o suficiente saber que essa pessoa se preocupa comigo como eu me preocupo com ela.
  No final, eu sempre acabei não tendo muitos amigos, sempre acabei me aproximando de mais de uma só pessoa e me sentindo sozinha quando a pessoa, por exemplo, faltava na escola. Sempre parecia que estava faltando alguma coisa, como se um pedaço de mim tivesse sido tirado. Mas com outras pessoas eu não me sinto assim.
  Sempre me culpei por poder contar nos dedos a quantidade de pessoas que eu sentia falta no meu dia-a-dia. Sempre me culpei, sempre me senti mal por isso. Mas nos meus últimos tempos livres, eu estava pensando... A pessoa que eu não sinto falta, provavelmente também não sente a minha. Então aquilo nunca foi uma verdadeira relação de amizade e sim uma coisa entre colegas.
  Eu nunca fui falsa com nenhum deles. Nunca mesmo. Quando eu me preocupei com eles, eu realmente me preocupei. Quando eu ajudei, eu realmente quis ajudar. Mas no final do dia, eles faziam a diferença por estarem lá, mas não me preocuparia se eles não estivessem.
  Se você está lendo este texto e não tem muitos amigos, pare e pense. Acho muito melhor ter poucos amigos do que muitos colegas. Porque os amigos realmente se importam com você. Os amigos te ligam caso você não possa ir a uma viagem que todos vão só para dizer que  estão sentindo sua falta e que não é a mesma coisa sem você, os amigos te ligam quando você está doente, só para saber se você está melhor, os amigos não esquecem do seu aniversário, mas o mais importante, quando você achar que está sozinho e começar a chorar, lá estarão os seus poucos amigos, te abraçando e te dando todo aquele carinho que eles tem por você.
  Faça um controle de qualidade nas pessoas que você conhece. E fique sempre com as melhores.

Bee H.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

No title, no definition

Não pergunte da foto. O Rike B. que me passou.

Hoje eu queria ter alguma coisa legal pra falar pra vocês, mas eu não tenho. Não me sinto bem, nem motivada, nem animada e muito menos inspirada (não tenho conseguido escrever as redações do cursinho também).
  A verdade é que nada está bem. E eu tenho que ir levando isso, porque eu acho que exatamente nesse ano, essas coisas não podem me atrapalhar. Aliás, qualquer coisa que possa atrapalhar a minha missão desse ano, está sendo descartada só por prevenção. Se você é um amigo meu e está lendo isso, não fique chateado. Eu preciso me focar nisso esse ano. Ano que vem a gente se fala, ok?
  O texto vai correr sem pe nem cabeça hoje, porque não tenho muito o que dizer. Minhas maiores novidades são "o professor do cursinho sentou no colo d'um aluno por brincadeira" ou "começamos a apostila nova" ou então "tenho simulado no dia X". E esse tipo de coisa não é típico meu. Estranho :S
  Já perceberam que eu sempre digo que eu vou tomar conta do blog, que vou postar e no final não faço? É uma droga isso. Porque eu nem posso deletar pra acabar com a angústia de vocês por novos textos (esperança é a última que morre) mas também não posso deixar de estudar pra vir postar aqui pra vocês algo. Então desculpem. Eu gosto do blog, gosto mesmo. Queria ter um pouco mais de tempo pra poder administrá-lo, mas não tenho. Juro que algum dia cuido desse blog direito!
   Coisas aconteceram últimamente e eu fiquei chateada. Coisas aconteceram e eu achei que elas iam me mudar e mudar a minha vida e no final continuaram iguais. Mas uma coisa não vai deixar de ser verdade: eu passei a olhar a vida com outros olhos. Isso sempre acontece quando sinto que amadureci. Acho engraçado. Porque antes, algumas coisas, pessoas ou atitudes que me irritavam, hoje eu consigo simplesmente ignorar, não ligar. Não consigo mais ligar pras pessoas que se foram, mesmo que eu tenha pedido pra elas ficarem, não consigo ligar pras pessoas que me tratam mal quando eu estou preocupada ou... eu não ligo pra quando a pessoa tenta me irritar. Progresso, uh?
  Ando descobrindo várias coisas neste meu tempo de cursinho. Descobri que tinham algumas matérias que eu gostava na escola, como química, que eu não gostava tanto assim porque o professor era chato e nunca respondia as minhas perguntas. Ou então história... O professor ensinava o que ele queria. Eu sai do ensino médio sem ao menos aprender a Guerra dos 100 anos. --'
  Eu fiz mais amigos no cursinho! O que é ótimo, eles são muito animados e diferentes. Me sinto bem com eles, haha.

Eu vou dormir, porque as cachorrinhas ja estão roubando o meu lugar na cama --'

Bee H.